
| Tecno-Arte |
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| Em 22/01/2008, por Ricardo Araújo | ||||
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Celulares, câmeras digitais, smartphones, handhelds, tvs de plasma, projetores multimidia, notebooks, computadores, filmadoras, mp3 e mp4 players, internet, etc, etc... Esta é a lista cada vez maior de dispositivos e tecnologias que inundam as nossas vidas todos os dias. E não diferente das outras coisas elas acabam se inserindo em nosso cotidiano e alterando nosso comportamento. Sim, é claro que alteram, mesmo que não tenhamos a maioria destas "bugigangas", nós queremos tê-las ou convivemos com as "bugigangas" dos amigos, colegas de trabalho ou de escola. O fato é que, tudo que faz parte de nossa vida influencia nosso pensamento e acaba refletindo uma época, nossas aspirações e nossos conflitos. Assim, é natural que em algum momento algum "mané metido a besta" (rs) irá tansformar o pequeno aparelhinho em uma forma de expressão, em um veículo de suas idéias, em arte. Basta ver a "modinha" dos iPods e dos celulares com câmera e MP3. Seria algo como a mitificação das "bugigangas", a busca pelo sentido da vida nas coisas eletrônicas (não é nem mais nas coisas materias, vejam a evolução). Deixando a brincadeira um pouco de lado, creio que seja assim que se consolidam as grandes mudanças em nossa sociedade, quando conseguimos brincar com os frutos da tecnologia, quando inserimos estas coisas em um contexto humano e as fazemos discursar em nosso favor. Na minha opinião, os grandes artistas são aqueles que conseguem traduzir a pulsação de uma sociedade, através de seus hábitos, de suas práticas e de seus defeitos, em uma expressão artística que subverte os significados das coisas e coloca os utensilhos de nosso dia a dia ou os objetos de nosso desejo em um contexto de reflexão, de crítica ou mesmo de "tiração de sarro" (sim, é isso mesmo, ou você acha que o artista não pode ter bom humor e ser engraçado? rs). Em um universo tecnológico, onde quase todas as pessoas estão conectadas, podem expressar suas ideias livremente, serem vistas em qualquer lugar e através de qualquer meio, é impossível negar a influência e a rapidez com que estas infinitas manifestações invadem nossas vidas e nossos pensamentos. Ou você acha que há 20 anos você saberia tanto sobre a China como sabe hoje? Ou que seria tão fácil ver uma foto do satélite com indicações de ruas e estradas de um lugar onde você quer passar as férias pela primeira vez? Neste momento pode ter certeza que alguém esta pensando em tudo isso e transformando essa realidade em expressão criativa, em uma obra de arte, que talvez você nem veja, mas que fará toda a diferença para alguém e quem sabe será eternizada pelas gerações futuras como verdadeira obra de arte do século 21... ;)
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| A arte como extensão do homem (da periferia) |
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Em 14/02/2008, por Camila Putti A arte tem o poder de renovar a convivência entre as pessoas. Num ambiente marcado pela exclusão, pela violência e falta de perspectivas, é ela que transforma e humaniza as grandes periferias. A produção artística nos subúrbios cria um mundo imaginário (mas real!) onde se é possível conhecer o outro e, principalmente, a nós mesmos. A cultura suburbana explora o local, o espaço de convivência, o cotidiano, o que é incômodo. Seus artistas convertem suas experiências numa existência inovadora, onde a conquista do ser e da própria identidade é, quase sempre, alcançada. As grandes influências da arte feita na periferia vêm de lutas antigas por espaço e visibilidade. Artes que resgatam raízes, costumes, história. O hip hop, o grafite, o audiovisual independente, as danças folclóricas, a música alternativa. Tudo produzido num contexto árduo, com poucos recursos, pouco incentivo e um tanto de discriminação. |
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