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SEC lança o programa Fábricas de Cultura
Em 10/01/2008, por Imprensa
A Secretaria de Estado da Cultura lançou no dia 15 de dezembro de 2007, a primeira ação do Fábricas de Cultura, programa de inclusão social para jovens de 14 a 19 anos que vivem em nove áreas de vulnerabilidade social, nas zonas Norte, Sul e Leste da Capital.

O o evento ocorreu no CEU Paz, no bairro de Brasilândia, com a apresentação do espetáculo de balé Pedrinho Luz, dirigido pela coreógrafa Susana Yamauchi e protagonizado por jovens das comunidades envolvidas. O espetáculo é uma adaptação do balé “Petrouchka”, de Igor Stravinsky.

O governo do Estado investirá US$ 30 milhões no programa até 2010. Os recursos são do orçamento da Secretaria e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e serão aplicados na construção de unidades nos bairros de Jaçanã, Jardim São Luís, Vila Brasilândia, Sapopemba, Capão Redondo, Vila Nova Cachoeirinha, Vila Curuçá, Cidade Tiradentes e Itaim Paulista. Neste ano, serão investidos US$ 3,5 milhões para a criação de 1.200 vagas para atividades culturais que envolvem as áreas de circo, teatro, dança e música. As instalações conterão salas de ensaios, auditório, biblioteca e outras dependências nas quais os jovens poderão desenvolver suas atividades artísticas e culturais.

A escolha dos distritos onde o projeto será implantado partiu de uma pesquisa sobre vulnerabilidade social realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Os participantes receberão ajuda de custo de R$ 50,00 por mês.

As três primeiras unidades do Fábricas de Cultura começam a ser construídas em 2008 nos bairros de Sapopemba, Capão Redondo e Vila Nova Cachoeirinha. Paralelamente, os espetáculos desenvolvidos pelos jovens em cada uma das nove áreas abrangidas pelo programa serão apresentados nos CEUs locais, em parceria com a Prefeitura de São Paulo. Todos os espetáculos farão itinerância pela rede de CEUs, de forma que as comunidades das regiões escolhidas possam assistir a todas as montagens realizadas ao longo do ano.

Para desenvolver as atividades, a Secretaria convidou o diretor de teatro Márcio Aurélio, a crítica de dança e bailarina Inês Bogéa, o artista circense Marco Vettore e o percussionista e diretor musical Ari Colares. Eles contarão com uma equipe de 12 profissionais em cada distrito. “Trouxemos profissionais de primeiro time para dar qualidade ao projeto”, diz o secretário de Estado da Cultura, João Sayad.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo)

 
"quando as dificuldades e obstáculos do cotidiano transformam-se no poder criativo e libertador do indivíduo, deflagrando a arte."
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A arte como extensão do homem (da periferia)
Em 14/02/2008, por Camila Putti
A arte tem o poder de renovar a convivência entre as pessoas. Num ambiente marcado pela exclusão, pela violência e falta de perspectivas, é ela que transforma e humaniza as grandes periferias. A produção artística nos subúrbios cria um mundo imaginário (mas real!) onde se é possível conhecer o outro e, principalmente, a nós mesmos. A cultura suburbana explora o local, o espaço de convivência, o cotidiano, o que é incômodo. Seus artistas convertem suas experiências numa existência inovadora, onde a conquista do ser e da própria identidade é, quase sempre, alcançada.

As grandes influências da arte feita na periferia vêm de lutas antigas por espaço e visibilidade. Artes que resgatam raízes, costumes, história. O hip hop, o grafite, o audiovisual independente, as danças folclóricas, a música alternativa. Tudo produzido num contexto árduo, com poucos recursos, pouco incentivo e um tanto de discriminação.

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