
| O poder do audiovisual |
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| Em 21/01/2008, por Ricardo Araújo | ||||
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Não é preciso pesquisar muito para perceber que estamos em meio a uma evolução significativa (alguns diriam uma revolução) nos meios de comunicação e nas formas de expressão que qualquer indivíduo tem a sua disposição. Basta olharmos a nossa volta para vermos inúmeras ferramentas e tecnologias que têm como principal objetivo facilitar o fluxo de informações e de idéias entre as pessoas. Talvez, e não por acaso, as tecnologias que mais se destacaram foram as de captura e manipulação de imagens digitais (sejam elas estáticas ou em movimento). A produção acessível de vídeo e de imagens digitais, aliadas a facilidade de publicar estas informações na Internet e torná-las públicas, possibilitou às pessoas a criação de canais de comunicação abertos e que não sofrem interferências das pautas genéricas e rígidas empregadas pelos grandes grupos de mídia tradicional, que buscam alcançar um grande público de forma padronizada e massificada. O grande diferencial nesta evolução, é o poder dado ao indivíduo e a pluraridade de informações disponíveis, muitas vezes conflitantes com as informações disponibilizadas pelos grandes meios.
Se pensarmos apenas na produção audiovisual, veremos um rompimento com o pensamento e atuação tradicionais, e até mesmo uma desmistificação das necessidades técnicas e dos talentos envolvidos, pois até pouco anos atrás, apenas os "iniciados" ou os "abastados" poderiam entrar no mundo do cinema e da produção audiovisual. Mas mesmo com os protestos e campanhas contrárias às tecnologias digitais, o fato é que a produção audiovisual tornou-se acessível, fácil e simples (guardadas as devidas proporções quando comparadas às grandes produções do cinema, mas aí é outra história).
Resumindo, qualquer garoto que pegasse uma câmera digital amadora e um computador razoável, perceberia que, com um certo cuidado, o resultado visual era muito próximo a de produções "profissionais" (em alguns casos até melhores). Esse mesmo garoto talvez alguns meses depois perceberia que o diferencial é o conteúdo que ele está oferecendo, são as idéias que estão no material audiovisual e não apenas os aspectos técnicos como enquadramentos, iluminação, etc. Assim, surge uma legião de produtores e de artistas independentes que tem o que dizer e para quem dizer, e isso talvez seja o suficiente para estabelecer a comunicação entre as pessoas e disseminar pensamentos. Parece que com todas essas mudanças percebemos que as pessoas estão mais preocupadas com as idéias do que com as formas e às vezes um material considerado amador e mal realizado tecnicamente, pode atrair a atenção e "cair nas graças" do público. É claro que os produtores e realizadores deveriam sempre buscar a excelência e o aprimoramento de nossas práticas e não se acomodarem perante uma realidade que eventualmente permite algumas imperfeições. De qualquer forma, a realidade está colocada e nunca houve tantas manifestações culturais, artísticas e até mesmo de pura diversão, registradas em vídeo e disponibilizadas na Internet para quem quiser ver. O desafio para os próximos anos talvez seja na forma de organizar melhor esse imensa base de conteúdos de forma que qualquer pessoa consiga encontrar o que está procurando, mesmo que não saiba exatamente o que é. Talvez o começo esteja aqui no Suburbia... ;)
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| A arte como extensão do homem (da periferia) |
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Em 14/02/2008, por Camila Putti A arte tem o poder de renovar a convivência entre as pessoas. Num ambiente marcado pela exclusão, pela violência e falta de perspectivas, é ela que transforma e humaniza as grandes periferias. A produção artística nos subúrbios cria um mundo imaginário (mas real!) onde se é possível conhecer o outro e, principalmente, a nós mesmos. A cultura suburbana explora o local, o espaço de convivência, o cotidiano, o que é incômodo. Seus artistas convertem suas experiências numa existência inovadora, onde a conquista do ser e da própria identidade é, quase sempre, alcançada. As grandes influências da arte feita na periferia vêm de lutas antigas por espaço e visibilidade. Artes que resgatam raízes, costumes, história. O hip hop, o grafite, o audiovisual independente, as danças folclóricas, a música alternativa. Tudo produzido num contexto árduo, com poucos recursos, pouco incentivo e um tanto de discriminação. |
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