
| O Ar do Jardim |
| Em 08/01/2008, por Imprensa | |
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Curta-metragem brasileiro é premiado em concurso latinoamericano O curta-metragem O Ar do Jardim, do cineasta mineiro Ricardo Targino, foi premiado com Menção Especial do Jurado na primeira edição latinoamericana do concurso Telefe Cortos, realizada pelo canal de televisão argentino Telefe, no dia 18 de dezembro de 2007. O filme, que concorreu com 632 produções de toda a América Latina, será exibido para cerca de dois milhões de pessoas no dia 11 de fevereiro. Na ocasião, os jurados ressaltaram a criatividade da película, além do trabalho desenvolvido, que aliou imagens reais e ficcionais. Dentre os avaliadores estiveram a atriz Cecilia Roth, protagonista de Tudo Sobre Minha Mãe, e Gustavo Santaolalla, compositor das trilhas de Brokeback Mountain e Diários de Motocicleta. O curta-metragem retrata a vida em um cortiço da Lapa, centro do Rio de Janeiro, que é também uma casa de santos de umbanda que não possui jardim. Além dos personagens reais que se auto-interpretam, estão no elenco os atores Daniel Freitas, Munir Kanaan e Danilo Moreno. “O reconhecimento é uma honra em si, mas para nós o fundamental é ter colocado uma produção brasileira na TV aberta argentina para uma audiência média de 2 milhões de pessoas, além do público do canal internacional”, acredita Targino. O objetivo a partir de agora, segundo o diretor, é finalizar o curta em 35mm e fazê-lo circular pelos festivais e TVs. (fonte: MinC) |
| A arte como extensão do homem (da periferia) |
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Em 14/02/2008, por Camila Putti A arte tem o poder de renovar a convivência entre as pessoas. Num ambiente marcado pela exclusão, pela violência e falta de perspectivas, é ela que transforma e humaniza as grandes periferias. A produção artística nos subúrbios cria um mundo imaginário (mas real!) onde se é possível conhecer o outro e, principalmente, a nós mesmos. A cultura suburbana explora o local, o espaço de convivência, o cotidiano, o que é incômodo. Seus artistas convertem suas experiências numa existência inovadora, onde a conquista do ser e da própria identidade é, quase sempre, alcançada. As grandes influências da arte feita na periferia vêm de lutas antigas por espaço e visibilidade. Artes que resgatam raízes, costumes, história. O hip hop, o grafite, o audiovisual independente, as danças folclóricas, a música alternativa. Tudo produzido num contexto árduo, com poucos recursos, pouco incentivo e um tanto de discriminação. |
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