
| Em sua 11ª edição, Mostra Tiradentes aposta na juventude brasileira e homenageia atores |
| Em 09/01/2008, por Imprensa | |
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Com patrocínio da Petrobras, a Mostra de Tiradentes entra em sua adolescência, na 11ª edição, entre 18 e 26 de janeiro, homenageando os mais evidentes intérpretes do momento, a atriz brasiliense Rosanne Mulholland e o ator baiano João Miguel. Nesse mesmo espírito de compreensão da contemporaneidade, terá como conceito central a Juventude em Trânsito, universo comum a alguns filmes de 2007 que estarão em exibição e em discussão em Tiradentes 2008. Ainda no espírito de sintonia com seu tempo, a Mostra criará esse ano o Júri Jovem, composto de cinco integrantes de 18 a 25 anos, que serão selecionados entre os participantes da Oficina Análise da Linguagem Cinematográfica, que acontece hoje e amanhã (7 e 8 de janeiro), em Belo Horizonte. A iniciativa visa provocar o olhar crítico e analítico dos jovens interessados na reflexão cinematográfica. Nesse contexto de renovação e atualização, a atriz Rosanne Mulholland e o ator João Miguel são os homenageados da 11ª Mostra pelo momento intenso de trabalhos prontos e em gestação. Ambos foram revelados no cinema nos anos 2000, trabalhando em filmes de diretores surgidos nos últimos cinco anos. Em menos de três anos, firmaram seu lugar de destaque na produção brasileira, dedicando-se a um filme atrás do outro desde então. A brasiliense Rosanne Mulholland estreou no cinema em 2004, com o longa Araguaya – Conspiração do Silêncio, mas foi com A Concepção, realizado no ano seguinte por seu conterrâneo José Eduardo Belmonte (nascido paulista e radicado em Brasília), que a atriz alcançou o reconhecimento da crítica. Apesar da curta carreira, Rosanne está entre às atrizes mais requisitadas de sua geração, o que pode ser confirmado pela lista de filmes prontos a estrearem e que contam com a atriz em seu elenco: Nome Próprio, de Murilo Salles, Meu Mundo em Perigo, de José Eduardo Belmonte, e Falsa Loura, de Carlos Reichenbach (os dois últimos lançados no recente Festival de Brasília), todos eles previstos para serem exibidos em Tiradentes. Rosanne ainda aparecerá no também inédito Bellini e o Demônio, de Marcelo Galvão, e, recentemente, pôde ser vista em O Magnata, de Johnny Araújo, como uma candidata a escritora. Atualmente, a atriz está também na novela Sete Pecados, da Rede Globo. Já o baiano João Miguel, após uma longa carreira no teatro, obteve reconhecimento nacional e internacional com o filme Cinema, Aspirinas e Urubus (de Marcelo Gomes, pelo qual recebeu os prêmios de Melhor Ator no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo). Atuou depois em diversos filmes premiados como Cidade Baixa, de Sérgio Machado, Eu Me Lembro, de Edgard Navarro, e O Céu de Suely, de Karim Aïnouz. Seus trabalhos mais recentes, em Mutum, de Sandra Kogut, e nos ainda inéditos Deserto Feliz, de Paulo Caldas, e Estômago, de Marcos Jorge, serão exibidos em Tiradentes. Mostra Tiradentes introduz o juri jovem para estimular o pensamento critico cinematográfico Se as imagens sobre jovens nos filmes e os filmes dos jovens dos longas-metragens estarão nas telas; nas platéias e debates estará um grupo de jovens interessados, que vai analisar e debater esses filmes – é o Júri Jovem composto por cinco integrantes que serão selecionados durante a Oficina Análise da Linguagem Cinematográfica, coordenada pelo critico e curador Cleber Eduardo, hoje e amanhã. A iniciativa tem por objetivo complementar as atividades de oficinas práticas da Mostra Tiradentes e ampliar o resgate já em curso do interesse pela crítica de cinema em Minas. O Júri Jovem é mais uma ação que visa à expansão e melhoria da reflexão sobre cinema, tendo como universo os jovens com desejo de pensar o cinema para além da experiência das sessões. Para a seleção dos cinco jurados do Júri Jovem, serão avaliados tanto a participação em aula como uma resenha final que os alunos farão na segunda aula. (fonte: Agência Petrobras) |
| A arte como extensão do homem (da periferia) |
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Em 14/02/2008, por Camila Putti A arte tem o poder de renovar a convivência entre as pessoas. Num ambiente marcado pela exclusão, pela violência e falta de perspectivas, é ela que transforma e humaniza as grandes periferias. A produção artística nos subúrbios cria um mundo imaginário (mas real!) onde se é possível conhecer o outro e, principalmente, a nós mesmos. A cultura suburbana explora o local, o espaço de convivência, o cotidiano, o que é incômodo. Seus artistas convertem suas experiências numa existência inovadora, onde a conquista do ser e da própria identidade é, quase sempre, alcançada. As grandes influências da arte feita na periferia vêm de lutas antigas por espaço e visibilidade. Artes que resgatam raízes, costumes, história. O hip hop, o grafite, o audiovisual independente, as danças folclóricas, a música alternativa. Tudo produzido num contexto árduo, com poucos recursos, pouco incentivo e um tanto de discriminação. |
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