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Filmes Etnográficos
Em 04/01/2008, por Imprensa
Casa de Rui Barbosa exibirá os destaques da 12ª Mostra Internacional

A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), no Rio de Janeiro, exibirá neste primeiro mês do ano, uma seleção de películas que foram destaques na 12ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico, realizada no ano passado. Os filmes serão exibidos às terças e quintas-feiras às 16h.

Os primeiros trabalhos a serem apreciados pelo público no dia 8 de janeiro, terça-feira, serão Câmera Viajante, de Joe Pimentel, que mostrará o ofício do fotógrafo e as técnicas do retrato pintado presente ainda hoje, especialmente no Nordeste brasileiro; e Estratégia Xavante, de Belisário Franca, que narra a história de oito jovens índios enviados para serem criados por famílias brancas na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Veja a programação.

Conceito - A Mostra Internacional do Filme Etnográfico ao exibir documentários de caráter etnográfico, nacionais e internacionais, possibilita um diálogo entre diferentes realizadores e suas cinematografias. Faz parte de uma iniciativa mais ampla em direção à reflexão sobre o ensino da antropologia e sobre a produção de documentários. Saiba mais.

A FCRB situa-se na Rua São Clemente, nº 134, próximo à Estação Botafogo do Metrô, no Rio de Janeiro.

(fonte: MinC)

 
"quando as dificuldades e obstáculos do cotidiano transformam-se no poder criativo e libertador do indivíduo, deflagrando a arte."
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A arte como extensão do homem (da periferia)
Em 14/02/2008, por Camila Putti
A arte tem o poder de renovar a convivência entre as pessoas. Num ambiente marcado pela exclusão, pela violência e falta de perspectivas, é ela que transforma e humaniza as grandes periferias. A produção artística nos subúrbios cria um mundo imaginário (mas real!) onde se é possível conhecer o outro e, principalmente, a nós mesmos. A cultura suburbana explora o local, o espaço de convivência, o cotidiano, o que é incômodo. Seus artistas convertem suas experiências numa existência inovadora, onde a conquista do ser e da própria identidade é, quase sempre, alcançada.

As grandes influências da arte feita na periferia vêm de lutas antigas por espaço e visibilidade. Artes que resgatam raízes, costumes, história. O hip hop, o grafite, o audiovisual independente, as danças folclóricas, a música alternativa. Tudo produzido num contexto árduo, com poucos recursos, pouco incentivo e um tanto de discriminação.

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