
| Arte e Cultura |
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Saudações,
Todos sabemos, de uma forma ou de outra, o quanto é desafiador, e às vezes frustrante, viver em nosso país e desenvolver nossas atividades cotidianas, sejas elas pessoais ou profissionais. A todo momento estamos envolvidos em tantas questões mais essenciais que quase nos esquecemos que um de nossos principais objetivos é desfrutar dos prazeres disponíveis em nosso mundo. Sob a influência direta das limitações existentes e dos recursos disponíveis, se desenvolve uma consciência coletiva que reúne hábitos, comportamentos, objetivos, aspirações e sonhos de cada indivíduo. Esta consciência ao longo dos anos e das gerações se consolida como o pensamento vivo de uma sociedade e influencia diretamente as gerações seguintes. Felizmente, deste pensamento surgem indagações e especulações, que dão origem a um imaginário coletivo que transcende a realidade e se expande além das barreiras do racional, acomodando também questões morais, espirituais e artísticas que eventualmente desencadeiam transformações sensíveis para a sociedade e para seus indivíduos. Nem sempre a história ou os historiadores conseguem captar e registrar esse imaginário, seus desdobramentos mais subjetivos e as idéias que percorrem as mentes de uma sociedade. Esta tarefa cabe às pessoas que por alguma razão se propõe a observar, a perceber as pequenas nuances nas transformações dos indivíduos e a expressar, na forma de arte, sua própria experiência como expectador/ator e como síntese destas emoções que trafegam entre as pessoas. A estes indivíduos chamamos de artistas, que de uma forma única conseguem capturar e encapsular momentos que são parte história e parte emoções, criando uma obra que é multipla em sua função e serve como parâmetro e inspiração para as futuras gerações. Assim a arte acaba se definindo não apenas como expressão do imaginário de um indivíduo (o artista), mas como a representação de uma sociedade e de seus valores, perpetuando o momento e promovendo inúmeras reflexões, geração após geração.
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| A arte como extensão do homem (da periferia) |
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Em 14/02/2008, por Camila Putti A arte tem o poder de renovar a convivência entre as pessoas. Num ambiente marcado pela exclusão, pela violência e falta de perspectivas, é ela que transforma e humaniza as grandes periferias. A produção artística nos subúrbios cria um mundo imaginário (mas real!) onde se é possível conhecer o outro e, principalmente, a nós mesmos. A cultura suburbana explora o local, o espaço de convivência, o cotidiano, o que é incômodo. Seus artistas convertem suas experiências numa existência inovadora, onde a conquista do ser e da própria identidade é, quase sempre, alcançada. As grandes influências da arte feita na periferia vêm de lutas antigas por espaço e visibilidade. Artes que resgatam raízes, costumes, história. O hip hop, o grafite, o audiovisual independente, as danças folclóricas, a música alternativa. Tudo produzido num contexto árduo, com poucos recursos, pouco incentivo e um tanto de discriminação. |
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